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7 de julho de 2016

Feijão tá custando o olho da cara

A festa acabou, a fogueira apagou e agora é hora de pensar nas finanças pra o semestre que já começou. E como falar de finanças e não lembrar do feijão, que na média nacional teve uma alta de 33% e já virou prato de luxo na mesa dos brasileiros. E isso só deve melhorar em 2017, diz especialista.

Irecê que foi conhecida por muito tempo como a capital mundial do feijão também já sente os reflexos do aumento assustador do preço do grão. A última grande safra da região foi em 2000 quando a produção chegou a 5 milhões de toneladas do grão. Um ano depois perdeu o rendimento de forma assustadora. Para fugir da crise agricultores da região passaram a plantar cebola e milho.

Já este ano um dos fatores pra diminuir o plantio foi o El Ninho que altera tem alterado o tempo na Bahia. O feijão tem dois ciclos de produção: o de verão e o de inverno. O que estamos consumindo agora é o que foi colhido no verão. Mas neste verão tivemos chuvas irregulares no nordeste do estado, uma das maiores no plantio, chovia muito em um dia só e tinha um longo período de estiagem. O que não é bom para a agricultura. Com a falta de um tempo bom a perda da ultima safra chegou a 27%.

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica ficou mais cara na capital baiana, chegando a R$ 365,77. Mesmo assim Salvador ficou entre as três cidades com valor mais baixo.

Com o feijão custando o olho da cara, como se diz por aqui, só nos resta usar da criatividade para não deixar o velho e bom feijão com arroz sumir da nossa mesa.

Eder Bastos

Publicitário, co fundador deste site, escrevendo quase sempre do celular e na maioria das vezes sobre festas.

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