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12 de janeiro de 2016

Irecê mais um filho que traz orgulho a sua terra!

Rafael é um dos nossos correspondentes, um dos quais temos muito orgulho, leia mais um dos seus textos e se prepare para se emocionar. 

Sempre quando falo que sou de Irecê, as pessoas falam que há pessoas muito inteligente em nossa cidade. Nos últimos anos, dois ireceenses conseguiram feitos admiráveis: Lucas Vilela, passou no concurso de Delegado da Policia Federal, e Rafael Guiramaes, no de Procurador da República do Brasil. Dois dos concrusos mais concorridos do Brasil. Acredito que tais feitos são para orgulho de toda nossa cidade. Com o objetivo de contribuir e incentivar a conquista de nós todos, eles descreveram um resumo de suas histórias de sucesso. Vamos iniciar por Lucas Vilela, o Delegado Federal. "Eu comecei a me preparar para o concurso de delegado de polícia federal no último ano de faculdade. Na época, houve a notícia de que o edital sairia e larguei o estágio para poder estudar. Me matriculei num cursinho telepresencial à noite e estudava à tarde. Ao final das aulas, saiu o edital da PF apenas para os cargos de escrivão e agente. Fiz pra escrivão por acreditar que conseguiria continuar estudando se fosse escrivão. Hoje percebo que, na prática, o serviço de agente é mais flexível e permite conciliar melhor trabalho e estudos. Acabei não passando pra escrivão em 2009. Fiquei por um ponto para ter corrigida a minha redação. Agradeço por não ter saído o edital pra delegado em 2009 e por não ter passado pra escrivão. Não estava preparado pro primeiro e não conseguiria estudar o suficiente caso assumisse no segundo. Após terminar a faculdade, passei um tempo em casa, em Irecê/BA tentando estudar. Entretanto, estar em casa após ter feito faculdade fora me dava muitas distrações... Depois de seis meses em Irecê, me mudei pra salvador e fiz o curso de delegado Federal na rede lfg, em Salvador. Na época, os professores eram muito bons e dessa vez levei o curso mais a sério. Estudava o dia inteiro. Aulas à noite e sala de estudos de dia. Hoje percebo q um erro q cometia à época era passar a limpo as aulas do dia anterior. Perdia muito tempo e energia fazendo isso. No início de 2011 fui convidado a ser assessor de juiz no interior de Alagoas, Estado onde cursei direito. Aceitei o convite com a proposta de trabalhar meio período e estudar o restante do dia. Era muito ruim ser formado em direito e desempregado. Acabou dando certo. Passei dois anos e meio nesse trabalho. Morei em duas cidades diferentes. No primeiro trimestre de 2013 eu havia sido aprovado nos concursos de analista do TJ/AL e de delegado da PC/AL. Decidi então, em razão das aprovações, sair do cargo em comissão e me dedicar ao concurso de DPF. Na verdade, o edital do concurso já havia saído em 2012 e tinha sido suspenso por uma liminar que determinava a reserva de vagas para deficientes, não prevista no edital. Apesar de ter achado ruim inicialmente, a suspensão acabou me ajudando, já que passei a ter em mãos o edital com as matérias para poder estudar. O período que se seguiu, então, foi determinante pra minha aprovação. Reservei uma cabine numa sala de estudos num cursinho em Maceió. Basicamente comia, dormia e estudava - estudava o dia inteiro. Três vezes por semana eu ia na academia pra treinar pro TAF (teste de avaliação física). Quando ia de casa pro cursinho sequer escutava música pra não perder minutos de concentração. Não possuía whats app, Instagram e usava o Facebook apenas pelo computador aos finais de semana. Como já tinha estudado muito tempo por manuais, concentrei meus estudos em resumos, transcrições de aula de cursinho e em sinopses. Preferia, antes das provas, ler três vezes o conteúdo do edital por um material pouco extenso do que apenas uma por um material mais completo. Salvo engano, em julho de 2013 eu fiz a prova. Fui aprovado dentro das vagas. Ao final da prova oral, ocorrida no final de 2013, havia menos candidatos regulares que vagas. Fiz academia de polícia federal em Brasília/DF, entre fevereiro e junho de 2014. Terminei o curso como primeiro colocado. Atribuo tal resultado à minha paixão pelo que estava fazendo. Tomei posse em agosto de 2014 e, desde então, tenho o orgulho de dizer que sou Delegado de Polícia Federal."

Rafael Silva Medeiros

Ireceense. Escritor. Enfermeiro. Auditor em Saúde. Empreendedor. Programador. Estudante de direito. Funcionário público. E, por acaso, cadeirante.

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