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2 de março de 2016

Mamonas Assassinas: e assim já passaram 20 anos

Lembro como se fosse hoje, eu com 8 anos, voltando da escola, no final da manhã do dia 04/03, a TV ligada na sala, quando aquela tenebrosa música do Plantão da Globo interrompeu a programação para transmissão do velório do grupo Mamonas Assassinas. Até aquele momento eu não sabia da notícia!

Desde então, nos últimos 20 anos, a música da vinheta do plantão ficou marcada. Todas as vezes que ouço lembro do choque do Jatinho Learjet 25D com a Serra Cantareira, no dia 02/03, que vitimou os cinco integrante da banda: Dinho, Samuel, Sérgio, Júlio e Bento, além do piloto, co-piloto e dois assistentes dos artistas. O Brasil ficou abalado com a notícia, 65 mil fãs acompanharam o enterro do grupo, que também foi transmitido ao vivo por grande parte dos canais de TVs. Gerando uma comoção nacional.

Demos muitas risadas das fantasias, da irreverência do grupo nas centenas de apresentações. Das palhaçadas, imitações e criatividade de Alecsander Alves Leite, mais conhecido como Dinho, que nasceu em Irecê (BA), no dia 05 de março de 1971, filho de Hildebrando que trabalhava numa olaria e de Célia que era dona de casa. A família se mudou para Guarulhos (SP), onde seu pai iria trabalhar como corretor de imóveis e Dinho iria conhecer os outros integrantes para formar em 1990 a banda de rock cômico, chamada Utopia. Pouco anos mais tarde mudaria para Mamonas Assassinas.

Com esse nome, a banda fez pouco mais 7 meses de sucesso, vendeu 25 mil cópias do seu único disco, só nas primeiras 12h, ao todo foram mais 3 milhões de cópias no Brasil, batendo o recorde mundial do disco que mais vendeu em menos tempo. Quando fazia aparições nas TVs as audiências triplicavam. Só no programa Domingo Legal apresentado na época por Gugu Liberato, chegou a picos de 47 pontos, a 2ª maior audiência do SBT. Foi sem dúvidas um sucesso meteórico.

Passados 20 anos, quem não se lembra da Brasília amarela, que estava e sempre estará de portas abertas, pra mode a gente se amar, pelados em Santos? Do Robocop Gay, fazendo ginásticas, plásticas, com seus poderes e amores? Todos nós sabemos ou já ouvimos pelo menos uma música dos Mamonas. Com uma desenvoltura incomparável e humor sadio a banda deixou saudades e sempre fará moradia nas nossas mentes.

 

Foto: Divulgação

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