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23 de outubro de 2017

Precisamos falar de FEMINISMO!!! #eutambém

Hoje eu estou meio "tretosa" , decidi falar de um tema muito polêmico, que se evita falar ou dar opinões. Decidi que hoje era dia de falar de feminismo, até por que recentemente uma campanha explodiu na internet com as hashtags #metoo #eutambém. Virou trendtopics no twitter  no instagram e Facebook. Muita gente não entendeu nada, eu vou explicar,  vamos la?

Tudo começou em Hollywood, onde atrizes e celebridades de várias idades e lugares romperam o silêncio e falaram dos casos de abusos e assédios que sofreram. Domingo passado (to meio atrasada né?), a hashtag #MeToo (#EuTambém) acendeu uma nova onde de desabafos, indignação e revolta nas redes. As mulheres compartilharam o quão o assédio e a violência de gênero está presente na vida de cada uma delas, e não só das atrizes americanas. As mulheres compartilharam o quão o assédio e a violência de gênero está presente na vida de cada uma delas

Sempre me causaram grande incômodo os depoimentos de mulheres que afirmam "eu  não sou feminista porque nunca me senti descriminada". Reduzir a História a uma condição pessoal é um malabarismo que confunde as coisas. Martin Luther King não precisou de ser escravo para saber que os negros eram efetivamente discriminados e de assumir a luta contra essa discriminação como a causa da sua vida. O conhecimento da realidade obriga-nos a escolhas. Isso basta.

No Brasil, o movimento #EuTambém revelou a dor das mulheres que já foram assediadas, aquelas que ainda não se sentem seguras para falar dos seus traumas e aquelas que estão simplesmente cansadas do machismo naturalizado no cotidiano. apenas no domingo, a hashtag #MeToo foi usada mais de cem mil vezes.

Quando crescia  eu ouvia repetidamente: casamento não é profissão!  Meu pai há vinte anos atrás foi um verdadeiro feminista, mesmo que sem saber, já que ele cuidou das três filhas, fazia cachinhos no cabelo. Foi um incentivador a cultura e nunca me negou educação nem livros. Tive sorte também de me relacionar com pessoas neutras, apesar de que há pouco tempo atrás eu sofri assedio moral, e o machismo que sofri veio de uma mulher. SIM, uma mulher, mãe de MENINAS, independente, mas extremamente machista, é quando mais me doi ser mulher. O machismo vindo de uma mulher, uma companheira que devia estar do meu lado. 

 

Patricia Vilella

Designer, social media, fotografa, marketing expert, Relações publicas internacionais expert e fluente em 4 idiomas! Tempo? Nem pra respirar!!

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